PARALISIA PODE FINALMENTE SE TORNAR
REVERSÍVEL
Brasil inicia testes de medicamento inovador para regeneração da medula espinhal
Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro anunciaram o desenvolvimento de um medicamento experimental que pode representar um avanço importante no tratamento de lesões na medula espinhal. A substância, chamada polilaminina, foi criada em parceria com o Laboratório Cristália e é considerada uma das abordagens mais promissoras da medicina regenerativa atual.
O medicamento é produzido a partir de proteínas derivadas da placenta e foi projetado para estimular a regeneração de conexões nervosas. Diferentemente dos tratamentos tradicionais, que apenas estabilizam a lesão, a nova terapia busca reconstruir vias neurais danificadas, incentivando o crescimento de novos axônios e a recuperação da comunicação entre cérebro e corpo.
A aplicação é realizada diretamente no local da lesão por meio de um procedimento minimamente invasivo. Em testes preliminares, alguns pacientes com lesões graves relataram recuperação parcial de movimentos e sensibilidade, resultados que despertaram grande interesse da comunidade científica internacional.
No início de 2026, a agência reguladora de saúde do Brasil, a Anvisa, autorizou o início da primeira fase de testes clínicos em humanos. Essa etapa tem como objetivo avaliar a segurança do medicamento em pacientes com lesões completas da medula espinhal.
Embora os resultados iniciais sejam considerados promissores, especialistas ressaltam que o tratamento ainda está em fase experimental. Novos estudos clínicos e avaliações científicas rigorosas serão necessários antes que a terapia possa ser aprovada para uso em larga escala.
Fonte: Coelho-Sampaio, T.; Universidade Federal do Rio de Janeiro (2026). Estudos sobre Polilaminina e regeneração neural – aprovação para testes clínicos iniciais. Relatos científicos e cobertura da imprensa nacional.






